
OU AS CRÔNICAS DE UMA MULHER CIUMENTA
(Baseado em diálogos com a minha consciência)
Terceira parte
Hoje acordei ás 9 hrs, essa hora ele deve estar em um ônibus a caminho da perdição, tá eu sou um tanto exagerada, mas não posso afastar isso de mim é da minha personalidade, creio que quando nasci toda maternidade pode ouvir meu choro de tão alto que era. Eu acordei e pensei nele, pensei do lado de quem ele estaria sentado, será que era de uma mulher gostosa? Se for de uma loira eu mato ele ! será que ele vai fazer amizade com as meninas que, por pura coincidência ou sacanagem do destino comigo, resolveram tirar férias em Cabo Frio e estão sedentas por conhecer gatos sarados? Meu namorado é lindo, loiro e forte, sei que qualquer mulher ficaria louca por ele, se eu fiquei, quiçá as outras que se contentam com pouco.
Um tanto mais tarde, ele me liga diz que me ama e que está com saudade, homens são estranhos, antes de ir ele disse a mesma coisa, se está com tanta saudade assim ficava em casa comigo oras, uma coisa que eu detesto é ser feita de boba, acho que ele só disse que estava com saudade para amenizar a raiva que eu estava sentido de saber que ele estava lá e eu aqui. Bom, pelo menos ele não falou nada sobre o ônibus, me senti aliviada e não aliviada ao mesmo tempo, será que ele me contaria se tivesse tido alguma engraçadinha dando mole pra ele? Não sei, preferi deixar isso de lado e tentar fazer as coisas do meu dia-a-dia sem me preocupar tanto com essa maldita viagem.
Não demorou muito para que meus pensamentos se voltassem de novo para ele, olhei pela janela e vi o dia lindo que estava fazendo, o sol que entrava pela minha janela e me reportei aos dias maravilhosos que passei em Cabo Frio, lá é realmente ótimo e então minha mente começou com o processo de criação. Lá estava meu namorado, sem camisa, exibindo seu corpinho sexy e tatuado para aquelas taradas da praia, aposto que tinha um monte de gente olhando pra ele, aposto que tinha uma matilha de menininhas portando fio dental e cortininha passando na frente dele empinando a parte traseira e senti que ele olhou, senti que ele reparou cada centímetro aquelas meninas queimadas de sol, me senti traída, com vontade de xingar, ele e o mundo, mas ao invés de fazer isso eu respirei, contei até 10 me fechei em uma bolha e a estourei, agradeci a minha prima Juliana por ter me ensinado essa técnica de relaxamento, e pensei, foi só um susto ele agora deve estar arrependido de não ter me levado, só tem baranga na praia, sorri e sai com a minha mãe.
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Agradeço as visitas e aos comentários, eu avisei que era um conto no mínimo interessante(rs).
Eu o escrevi nas férias de janeiro, entretanto só agora senti o desejo de postar ele por aqui. Continuem acompanhando porque afinal, não há nada melhor do que rir da desgraça alheia!